Zumbido e DTM: entenda a relação entre o ouvido e a mandíbula
- Dr José Victor Thasmo

- 15 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
O zumbido — aquele som constante como chiado, apito ou ruído no ouvido — é uma queixa comum e pode ter diferentes causas.
Embora muitas pessoas associem esse sintoma apenas a problemas auditivos, em diversos casos ele está relacionado à articulação da mandíbula, conhecida como articulação temporomandibular (ATM).
Entender essa relação é fundamental, pois o zumbido pode ter origem muscular ou articular e, quando identificado corretamente, pode apresentar melhora com o tratamento adequado.
O QUE É O ZUMBIDO
O zumbido é a percepção de um som sem fonte externa. Ele pode ocorrer em um ou nos dois ouvidos e variar de intensidade ao longo do dia.
Entre as causas mais comuns estão:
exposição a ruídos intensos
envelhecimento
uso de alguns medicamentos
alterações metabólicas
tensão muscular na região da cabeça, pescoço e mandíbula
Essa última é especialmente importante, pois pode estar diretamente ligada à DTM.
COMO A DTM PODE ESTAR RELACIONADA AO ZUMBIDO
A Disfunção Temporomandibular (DTM) envolve alterações na articulação da mandíbula e nos músculos da mastigação.
Essa região está muito próxima do ouvido e compartilha conexões nervosas importantes.
Quando há tensão muscular ou inflamação na articulação, essas estruturas podem interferir na percepção auditiva, fazendo com que o cérebro interprete estímulos como som — gerando o zumbido.
Além disso, alguns fatores podem agravar esse quadro:
bruxismo (apertar ou ranger os dentes)
estresse e ansiedade
sobrecarga muscular
Esses elementos podem criar um ciclo: a tensão aumenta o zumbido, e o zumbido aumenta a tensão.
SINAIS DE QUE O ZUMBIDO PODE ESTAR RELACIONADO À DTM
Nem todo zumbido tem origem na mandíbula, mas alguns sinais indicam essa possibilidade:
zumbido acompanhado de dor na face ou na região próxima ao ouvido
piora ao mastigar, bocejar ou apertar os dentes
estalos ou ruídos na mandíbula
sensação de ouvido “tampado” sem alteração nos exames auditivos
dificuldade para abrir a boca ou sensação de travamento
Nesses casos, é importante considerar uma avaliação que vá além do ouvido.
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO
O diagnóstico começa com uma escuta cuidadosa da queixa do paciente e uma avaliação detalhada da região da mandíbula e da musculatura facial.
Podem ser avaliados:
movimentos da mandíbula
pontos de dor muscular
hábitos como apertamento dental
qualidade do sono
Quando necessário, exames de imagem e avaliação com outros especialistas podem ser indicados.
O objetivo é identificar a causa real do sintoma, e não apenas tratar o zumbido isoladamente.
TRATAMENTO DO ZUMBIDO RELACIONADO À DTM
O tratamento é individualizado e depende da origem do problema.
As abordagens podem incluir:
placas oclusais para controle do bruxismo
exercícios e fisioterapia orofacial
controle da tensão muscular
orientação de hábitos
manejo do estresse
Em muitos casos, quando o zumbido está relacionado à DTM, há melhora significativa com o tratamento adequado.
O IMPACTO DO ZUMBIDO NA QUALIDADE DE VIDA
O zumbido pode afetar o sono, a concentração e o bem-estar emocional.
Quando associado à dor orofacial, esse impacto pode ser ainda maior, criando um ciclo de desconforto físico e tensão.
Por isso, é importante uma abordagem completa, que considere não apenas o sintoma, mas o paciente como um todo.
QUANDO PROCURAR AJUDA
Se você apresenta zumbido frequente, especialmente acompanhado de dor na mandíbula, estalos ou desconforto facial, é importante buscar avaliação profissional.
Identificar a causa correta é o primeiro passo para um tratamento eficaz.
Agende sua avaliação e entenda o que pode estar por trás do seu zumbido.
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